Dois em cada cinco europeus têm o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD). No total mais de 190 milhões de europeus são portadores deste cartão que lhes permite obter cuidados de saúde de emergência sempre que viajam no interior da União Europeia, na Suíça, no Liechtenstein, na Noruega e na Islândia.
 
O cartão permite que uma pessoa tenha o direito a receber tratamento de emergência no sistema de saúde público do país de acolhimento nas mesmas condições e ao mesmo custo que os nacionais desse país. O cartão é emitido gratuitamente pelo sistema nacional de saúde do país de origem. O CESD não pode ser utilizado para cobrir cuidados de saúde programados noutro país.
 
Os hospitais públicos são obrigados a reconhecer o CESD. Na grande maioria dos casos, os doentes recebem os cuidados de saúde necessários e são reembolsados sem quaisquer problemas. No caso de o cartão não ser aceite, os doentes devem contactar a autoridade sanitária competente do país onde se encontram. Em caso de recusa continuada, os doentes devem solicitar o apoio das autoridades sanitárias do seu país de origem. Se, ainda assim, persistirem os problemas, os doentes devem contactar a Comissão Europeia.
 
Pode descarregar para o seu telemóvel a aplicação do cartão. Está disponível em http://ec.europa.eu/social/main.jsp?catId=559&langId=pt
 
 
Aviação
 
Lista negra de companhias aéreas
 
A Comissão Europeia atualizou pela vigésima primeira vez a lista da UE de companhias aéreas objeto de proibições ou restrições de operação na União Europeia, mais conhecida por «lista da UE relativa ao nível de segurança aérea». Pode consultar a lista aqui: http://ec.europa.eu/transport/modes/air/safety/air-ban/index_pt.htm 
 
Mobilidade
 
Comissão Europeia distingue iniciativa portuguesa
 
A Comissão Europeia vai apoiar uma iniciativa de mobilidade portuguesa, a Sexta-feira de Bicicleta. Promovida pela Associação de Mobilidade Urbana em Bicicleta, a iniciativa visa incentivar as pessoas a levarem a bicicleta para as ruas todas as sextas-feiras. No total, foram 18 as ações distinguidas pela Comissão Europeia, devendo cada uma delas receber um montante máximo de 700 000 euros que poderão ser utilizados para reforçar as atividades de promoção da mobilidade urbana sustentável, tais como formação em matéria de ciclismo, a utilização partilhada do automóvel e atividades lúdicas para crianças, entre outras.
Desde o lançamento da campanha em 2012, foram registadas na página de internet central, www.dotherightmix.eu cerca de 380 ações de mobilidade urbana sustentável. A campanha da Comissão Europeia para a mobilidade urbana sustentável está associada à Semana Europeia da Mobilidade, que decorre todos os anos de 16 a 22 de setembro e culmina com o dia «Na cidade sem o meu carro!». A campanha é financiada através do Programa Energia Inteligente — Europa – o programa da UE de apoio a ações não tecnológicas no domínio da eficiência energética e das fontes de energia renováveis.
 
Ano letivo 2011/2012
 
250 mil estudantes fizeram Erasmus
 
No ano letivo 2011/2012, cerca de 250 mil estudantes beneficiaram de bolsas Erasmus concedidas pela Comissão Europeia para efetuar parte dos estudos num estabelecimento de ensino superior no estrangeiro ou para fazer um estágio profissional numa empresa estrangeira. Durante aquele período 6484 estudantes portugueses, beneficiaram do programa, o que revela um aumento de 8,7% em relação ao ano letivo anterior. A universidade portuguesa que mais alunos recebeu foi a Universidade do Porto.
Os destinos mais populares para os estudantes europeus em 2011-2012 foram a Espanha, a França e a Alemanha. Também foi de Espanha que saiu o maior número de estudantes para o estrangeiro, seguida pela Alemanha e pela França. Cerca de 80 % do total dos estudantes que beneficiaram do apoio Erasmus em 2011-12, optaram por passar uma média de seis meses no estrangeiro numa universidade ou noutra instituição de ensino superior, no quadro do seu programa de estudos universitários.
Com uma taxa de crescimento de 18 % em relação ao ano anterior, os estágios em empresas continuam a ser cada vez mais populares. Em 2011-2011, um em cada cinco estudantes Erasmus, cerca de 50 000 no total, escolheu esta opção.
A bolsa mensal Erasmus, destinada a cobrir uma parte dos custos adicionais decorrentes de viver no estrangeiro e as despesas de deslocação, foi, em média, de 252 euros. Esta bolsa, que se manteve inalterada nos últimos três anos, é complementada, nalguns países, por fundos nacionais, regionais ou institucionais. Para além dos 28 Estados membros da UE, também a Noruega, a Islândia, Suiça, Turquia e Liechtenstein também participam no programa. 
 
Internet
 
45 % dos utilizadores dispostos a mudar de contrato ou operador
 
Quase metade (45 %) dos agregados familiares europeus melhoraria a sua assinatura da Internet ou mudaria de fornecedor para obter um acesso em banda larga de débito mais elevado, o que indica que este elemento é tão importante quanto o preço na escolha do serviço.
Um inquérito Eurobarómetro da Comissão Europeia revela ainda que mais de metade (54 %) das famílias limitam as suas chamadas móveis nacionais e internacionais devido a preocupações com os custos. No entanto, o inquérito de 2013 constatou que a percentagem de pessoas preocupadas com o custo das chamadas para outras redes que não as suas próprias redes nacionais baixou 11 pontos percentuais (de 60% para 49%).
De acordo com o inquérito, 44 % das famílias têm, pelo menos, uma assinatura de acesso móvel à Internet, 45 % das famílias adquirem um pacote de serviços de comunicações (por exemplo, uma combinação de serviços de televisão, banda larga, telefone, serviços móveis) ao mesmo fornecedor.
 
Ambiente
 
11 milhões de euros para projetos portugueses
 
A Comissão Europeia aprovou o financiamento de 248 novos projetos ambientais – entre os quais sete portugueses - ao abrigo do programa LIFE+, o fundo da União Europeia para o ambiente. Os projetos abrangem ações nos domínios da conservação da natureza, das alterações climáticas, da política ambiental e da informação e comunicação sobre as questões ambientais em todos os Estados-Membros. No conjunto, representam um investimento total de 556,4 milhões de euros, dos quais 281,4 milhões serão atribuídos pela União Europeia.
Os projetos portugueses são o Hymemb (0,6 milhões de euros) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil I.P, o Life Fura-bardos (SPEA) destinado à conservação do gavião da Macaronésia e do seu habitat privilegiado, a laurissilva macaronésica da Madeira, o Life Terras do Priolo que vai introduzir medidas para a gestão a longo prazo do sítio da rede Natura 2000 «Pico da Vara / Ribeira do Guilherme», nos Açores, o Life Charcos da Liga de Proteção da Natureza destinado a melhorar o estado de conservação de charcos temporários mediterrânicos no sítio da rede Natura 2000 «Costa Sudoeste», o Life Recover Natura do Serviço Parque Natural da Madeira que irá garantir que os ecossistemas dos sítios da rede Natura 2000 «Ponta de São Lourenço» e «Ilhas Desertas» atingem um estado de conservação «favorável e o Life Taxus da Quercus, um projecto que pretende restaurar o habitat do teixo mediterrânico na zona da Peneda-Gerês e Serra da Estrela. No total estes cinco projectos envolvem um investimento de 8.7 milhões de euros. O sétimo, com um valor de 2,2 milhões de euros, é do município da Praia da Vitória e visa criar mais e melhores zonas protegidas para aves migratórias na cidade costeira da Praia da Vitória.