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João Fanha Vieira, professor da Escola Dr. Ruy D’Andrade e ex Vice-Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, falou ao EOL sobre a construção da nova Escola, que considera que devia de ser construída na zona norte, tal como prevê a Carta Educativa do concelho.
João Vieira considera que a construção da nova Escola Dr. Ruy de Andrade, não está de acordo com a Carta Educativa em vigor, uma vez que esta previa a construção de uma nova escola mas na zona norte, para evitar o trânsito de alunos de uma zona para a outra.
“Se fosse construída uma nova escola na zona norte, evitaria que os alunos do 2º ciclo da zona norte tivessem que se deslocar para a zona sul, assim como criava espaço na escola Secundária. Mais, como a Escola Dr. Ruy d’Andrade deixava de ter mais de 50% da sua população escolar de 2º ciclo, que é originária da zona norte, ficava também com salas vagas, o que permitiria receber aqui o secundário, o que daria alguma folga à escola secundária e evitaria a deslocação dos alunos do secundário que moram na zona sul”, defende João Fanha Vieira.
João Vieira recorda ainda que a Carta Educativa prevê que o Entroncamento fique dividido em dois territórios educativos separados pela linha ferroviária, tendo cada um deles todos os níveis de ensino, o que só seria possível com a construção da nova escola na zona norte. “Assim o Entroncamento vai ficar sempre coxo, porque nem a zona norte vai ter 2º ciclo, nem a zona sul secundário”, afirma o ex Vice-Presidente da autarquia.
Por último, João Vieira considera que, para que seja construída a nova escola Dr Ruy de Andrade, a Carta Educativa tem de ser alterada e aprovada em reunião de Câmara, na Assembleia Municipal e submetida a inquérito público. Entrevista completa em EOLTV. |
Comentários
Espero sinceramento que o "joão" não tenha filhos,no 5ºano de escolaridade que, com 9 anos , a morar na Quinta do Bonito, no Casal Melão ou nos Foros da Lameira (estrada sem passeios), sejam postos na rua às 7.30 da manhã, em pleno Inverno e com chuva torrencial, façam cerca de 7 Km (ida e volta), para irem para a escola ( os TURE não servem, porque o nosso amigo "joão" diz que são para preguiçosos...). Ainda bem que a humanidade teve poucos "pensadores" como este "joão" porque, senão, ainda estaríamos a viver em cavernas.Já agora, e uma vez que está tão preocupado com ds declives do terreno, para o caso de não saber, onde há subidas, também há descidas...
É perfeitamente racional a perceção de João Fanha Vieira de que a nova Escola deveria ser construída na zona norte do concelho. A evidência das vantagens que tal opção traria ao concelho do Entroncamento só encontra resistência nas alminhas de vistas curtas que quando pensam a cidade e o concelho não conseguem ver além da ponte da pedra.
Desde logo, seria mais um estabelecimento de ensino para a cidade. Ao invés de uma infraestrutura nova que implica a demolição da existente, teríamos mais uma infraestrutura, com o consequente e inevitável aumento de capacidade de resposta, no plano das salas de aulas disponíveis e outros equipamentos.
Depois, seria o corolário do que, de forma pensada e amadurecida, foi projetado na Carta Educativa, ela própria merecedora da anuência do Ministério da Educação, através da assinatura da respetiva ministra.
De facto, olhando para o concelho do Entroncamento, verifica-se que, considerando que a construção do novo equipamento escolar será uma realidade – feliz realidade, diga-se! – somos, agora, portadores de uma oportunidade única de estabelecer uma simetria perfeita em termos de capacidade de resposta de cada um dos territórios educativos: dito de outra forma, seria uma ocasião soberana de dotar, de igual forma, a zona norte e a zona sul do concelho com todos os níveis de ensino.
Este fado de termos o pessoal da zona norte a ter de ir estudar para a zona sul e vice-versa, não pode ser – não deveria ser! – eterno! Chega a ser absurdo pensar que, perante tantas evidências das insofismáveis vantagens que a opção pela construção de uma infraestrutura nova que poupasse as nossas crianças e os nossos jovens de deslocações desnecessárias, geradoras de desgaste, para eles e para os seus familiares, além de suscitar perigos resultantes do atravessamento da rede viária principal e da rede ferroviária de superfície, é absurdo, escrevia eu, que não exista um rasgo de lucidez, naqueles que têm obrigação de garantir o bem-estar dos seus munícipes, capaz de, uma vez por todas, decidir da forma que a maioria do comum dos mortais, dotado de dois dedos de testa, o faria.
Como dizia o meu falecido avô: quem te manda, a ti, sapateiro tocar o rabecão.
... realmente o concelho do Entroncamento até é enorme e tudo, não dá para andar a pé devido ao terreno íngreme... já para não falar que é tão atrasado que nem têm transportes urbanos para os mais preguiçosos (toda a gente sabe que andar a pé faz mal às crianças!).