Jaime Ramos Presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado, disse em entrevista ao EOL acreditar piamente no Secretário de Estado das Infraestruturas e Transportes que lhe garantiu que "o Museu não ia fechar e que até ao final do ano estava garantido o financiamento".
 
Mas Jaime Ramos não nega as dificuldades nem a gravidade da situação. Dos dez colaboradores que lhe estão destinados cinco estão em casa à espera de serem admitidos e nas oficinas apenas tem um funcionário. A admissão dos cinco funcionários está aprovada mas aguarda a assinatura das entidades responsáveis.
 
A asfixia financeira do Museu começou com a troika que obrigou a dois cortes, um de 50% e outro de mais 15%, que não chega para as despesas correntes. O Museu Nacional Ferroviário é obrigado a viver desde a troika com 250 mil euros por ano, quando que só em eletricidade são 1300 euros por mês.
 
O Presidente da Fundação não se cansa de realçar que o Museu é o “guarda do património ferroviário de duas grandes empresas, a CP e a IP e a despesa que têm com isso é irrisória”.
 
Por outro lado os proveitos com as visitas e o aluguer do espaço para eventos e o aluguer do comboio Presidencial, “vão dando para pequenas reparações e melhoramentos". A presença do Comboio Presidencial no projeto The Presidential, desenvolvido em parceria com a empresa Trajetorias & Melodias, e que recentemente conquistou o Elefante de Ouro para o Melhor Evento Público do Mundo do Bea World Festival, faz parte da contrapartida para a implementação da marca Museu Nacional Ferroviário que a empresa vai custear, e que o ISCTE está a desenvolver.
 
Jaime Ramos que já foi Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento e que agora voltou ao executivo como vereador pelo PSD, não poupa as críticas à maioria PS de Jorge Faria e diz-se preocupado com o "alheamento do executivo em relação ao Museu Ferroviário". Afirma já ter alertado o Presidente da Câmara para a falta de sinalética nas autoestradas A1 e A23 e dentro da própria cidade e manifesta-se preocupado com a degradação da máquina 094 que “está abandonada” à saída do viaduto, lamentando ainda que o executivo não tenha permitido ao Museu utilizar a rotunda atribuída aos Bombeiros, para colocar informação do Museu e “terem-nos mandado para a rotunda do E. Leclerc”.
 
A terminar apelou aos entroncamentenses e aos ferroviários para que “gostem do seu Museu” e não esqueceu a gratidão que tem à Engenheira Ana Paula Vitorino, na altura Secretária de Estado, e que “fez tudo para que o Museu ficasse no Entroncamento, quando o governo queria levá-lo para outro lado qualquer”.
 
A entrevista na íntegra para ver aqui no EOLtv.