Valendo-se da sua jovem equipa de colaboradores e parceiros, a Argentea procura apoiar e orientar os seus clientes em projetos dinâmicos que promovam a competitividade, o aumento da produtividade, da melhoria da qualidade, da formação, dos recursos humanos e da segurança de bens e pessoas. Recentemente a empresa formadora decidiu, com sucesso, instalar-se no Entroncamento. Fomos entrevistar Rui Caixinha, figura grada e respeitada na cidade ferroviária para conhecer mais a fundo o projeto.
 
Qual é a tua função e cargo formal da Parceria Argentea no Entroncamento? É esta a designação pela qual eu devo mencionar a empresa?
 
Tenho a função de coordenador de projeto e a responsabilidade de representação da Argentea no distrito de Santarém, nomeadamente na divulgação dos serviços disponibilizados e que são o core business da entidade - a área da Formação Profissional e de Consultoria de Segurança.
Tenho igualmente a responsabilidade do estabelecimento de contactos de proximidade com as empresas de segurança que actuam nesta zona, de modo a empregar os recém-formandos e credenciados.
 
Qual a missão para que a empresa está vocacionada? E qual a estratégia que segue?
 
O serviço que a Argentea presta atualmente aos seus clientes e parceiros centra-se essencialmente do domínio da segurança de pessoas e bens, como a Formação Profissional, Consultoria e Estudos de Segurança, Comercialização de Equipamentos de Protecção Balística e a Gestão de Recursos Humanos. Estas são as principais áreas de intervenção e de negócio. Continuar a ganhar a confiança dos clientes, formandos, colaboradores e stakeholders, constitui também um objetivo importante da empresa.
 
O que é ser segurança nos tempos atuais?
 
O atual exercício da actividade de segurança privada cujo objeto é a proteção de pessoas e bens, bem como a prevenção da prática de crimes, é ou deve ser realizado mediante laços de complementaridade e colaboração com o sistema de segurança pública. Tal, contribuirá assim, para a prossecução do interesse público.
Hoje em dia já não é concebível que a segurança interna seja apenas garantida pelo Estado. Já há muito tempo que este deixou de ser o único actor para passar a ser o principal, nomeadamente em situações em que as exigências extravasem as necessidades mais básicas.
A crescente importância dada à segurança privada, pelos meios económicos que movimenta, pelo número de trabalhadores que emprega e pelo número de empresas licenciadas, confere-lhe o estatuto de “partner“, num sistema que se deseja cada vez mais integrado.
 
Desta forma, ser segurança privado nos tempos atuais é ter uma profissão de grande responsabilidade. São os seguranças privados, assumindo mais destaque a especialidade de vigilante, que por excelência, atuam na prevenção da criminalidade num determinado espaço.
 
 
Quantos seguranças há atualmente no país?
 
A 31 de dezembro de 2016, e segundo o Relatório Anual de Segurança Privada, a categoria de pessoal de vigilância compreendia um total de 37 mil 643 de elementos que detinham vínculo laboral ativo.
 
E quais os setores que mais recorrem aos serviços de segurança?
 
São os Setores privado e público. Armazéns, grandes superfícies, lojas e tribunais são alguns dos vários exemplos.
 
Como tem evoluído o negócio da Formação de Segurança? E que perspetivas tem para o futuro?
 
O défice de entidades formadoras habilitadas a ministrar formação nesta área, permitiu a obtenção de excelentes resultados e que foram cruciais para o crescimento e posicionamento no mercado da Argentea como entidade formadora. Se por um lado ter começado – pode-se afirmar – na área de formação certa e no lugar certo foi um benefício, não foi fácil, por outro lado, ao longo destes anos, manter um crescimento quase contínuo e, manter a sustentabilidade da empresa.
Muitos foram os obstáculos, dificuldades, alterações, investimentos, apostas em serviços de áreas e domínios diferentes, na tentativa de melhorar, crescer e adaptar à realidade do momento sempre com o princípio de servir melhor, de se destacar perante uma concorrência cada vez mais feroz, de conquistar e manter novos clientes.
É pretensão da Argentea para 2018 em primeiro lugar, consolidar e concluir a estratégia desenhada em 2015 para o triénio. Na senda de uma das nossas premissas, que é a proximidade geográfica aos formandos, estamos já em negociações para a abertura de dois novos espaços de formação, sendo o objetivo a 31 de Dezembro do corrente, contar com 12 instalações em todo o país.
 
Que tipos de seguranças há no mercado? E a que tipos dá formação a Argentea?
 
O pessoal de vigilância exerce a profissão de segurança privado, em conformidade com a legislação em vigor, vinculado a empresas titulares de alvará e/ou licença. Desta forma, a profissão de segurança privado, compreende várias especialidades, sendo que, na Argentea, ministramos a formação adequada e legalmente exigida para a habilitação legal de vigilante, segurança-porteiro, assistente de recinto desportivo, assistente de recinto de espetáculos e vigilante de proteção acompanhamento de pessoas
 
Como correram as atividades neste primeiro ano de existência? Correspondeu às expetativas?
 
As actividades correram bem, no início quando eu e a Dra. Elizabete decidimos abrir esta parceria no Entroncamento, acreditávamos piamente que existia mercado, ainda mais porque eu estou na área da segurança privada á 10 anos, com alguma experiência e um leque de conhecimentos em diversas empresas. Mas superou as expectativas iniciais. Tudo pela credibilidade dada por parte dos nossos formandos. Posso dizer com enorme satisfação que no ano de 2017 formamos mais de 170 pessoas, nas várias especialidades de segurança privado, entre acções de formação inicial - para quem pretende iniciar funções na segurança privada - e acções de formação de actualização/reciclagem - para quem já é profissional de segurança privada.
 
Entrevista de Manuel Fernandes Vicente